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Jalapão em 7 dias, roteiro completo.

O Jalapão em 7 dias, roteiro completo para você conhecer esse destino que encanta pela sua diversidade e beleza.

Como chegar

O Jalapão é uma região enorme, aproximadamente 34mil km², pra você ter uma ideia o Estado de Sergipe tem cerca de 22mil km².

O turismo por lá ainda é novo, já que Palmas a Capital de Tocantins acabou de completar 30 anos.

O Jalapão fica cerca de 300km de Palmas (não é tão pertinho quanto parecia na novela né?), na divisa da Bahia, Piauí e Maranhão.

Por isso o ideal para melhor aproveitar bem o roteiro é se hospedar nas três cidades com melhor estrutura para os visitantes que são: Ponte Alta, Mateiros e São Felix do Tocantins.

No meu roteiro que foi feito com a Jalapão 100 limites, fiz o roteiro de 7 dias e 6 noites sendo:

2 noites em Palmas (uma na chegada e outra na saída), 1 noite em Ponte Alta, 2 noites em Mateiros e noite em São Felix.

Um detalhe muito importante:

As estradas são bem acidentadas, algumas com terreno arenoso, por isso, o ideal é ir com uma agencia e guias experientes.

Roteiro:

Dia 01 – Palmas

Caso consiga chegar pela manhã em Palmas, você pode aproveitar para fazer um tour pela cidade e conhecer alguns pontos turísticos da cidade.

É legal ficar hospedado próximo á Praia da Graciosa, assim você pode caminhar até lá no final da tarde e apreciar um lindo por do sol.

Depois do por-do-sol também fica super animado nos bares na orla da praia para o happy hour.

Dona Maria Beach – um dos Points da Graciosa

Dia 02 – Ponte Alta

No segundo dia começamos o roteiro para conhecer o Jalapão e o destino foi Ponte Alta.

Ponte Alta é considerado o portal de entrada do Jalapão e começamos por lá nossa expedição.

Lagoa do Japonês

Nossa primeira parada foi a Lagoa do Japonês.

São 165 km até Ponte Alta, 50 km até Pindorama e por fim mais 30 km para chegada até a esperada Lagoa.

O caminho é longo e com boa parte do trecho já em estrada de terra e areia.

Perguntei para nosso guia a origem do nome da Lagoa e ele me contou que era porque a Lagoa realmente era de um Japonês (bem original..rs).

O cenário realmente é lindo, o tom da água vai variando do verde ao azul esmeralda.

Percebi algumas barracas por ali e realmente é permitido acampar próximo a lagoa, não sabia desse detalhe e na minha opinião não é uma opção muto legal para a conservação do local, mas fica a informação.

Para quem gosta de se aventurar na Tirolesa, também tem essa opção e custa R$ 40,00.

Ah, a entrada da Lagoa tem o valor de R$ 20,00 por pessoa e existe opção de locar boia, colete, sapatilha e snorkel.

No nosso caso o valor da entrada já estava incluso no pacote (e em todas as demais atrações), geralmente as agências já incluem todos os custos.

Pedra Furada

Saindo da Lagoa do Japonês nossa segunda parada foi a Pedra Furada.

A Pedra Furada é uma impressionante formação de blocos de arenito, esculpidos pela ação dos ventos á milhares de anos.

Os buracos feitos nas rocha formam cenários lindíssimos.

A visita à Pedra pode ser feita durante todo o dia, mas o pôr-do-sol realmente é o horário mais concorrido e de extrema beleza.

Além da paisagem impressionante que se tem do alto da pedra, tudo fica mais lindo com os raios solares do crepúsculo completando o cenário mágico do lugar.

A dica aqui é chegar por volta das 17h.

Assim tempo para tirar aquelas fotos maras e ainda reservar um bom lugar para apreciar o espetáculo.

A Pedra Furada fica a mais ou menos 35 km do centro de Ponte Alta.

Após o pôr-do-sol partimos para a pousada em Ponte Alta onde foi nossa primeira noite de hospedagem no Jalapão.

A pousada que ficamos hospedados em Ponte Alta foi a Águas do jalapão.

Jantamos na própria pousada e quem animou até aproveitou os drinks típicos disponíveis no bar.

3. Dia – Mateiros

O 3. dia de expedição no Jalapão começou com a visita ao Cânion Sussuapara.

Cânion Sussuapara

Mais um cenário de novela, o Cânion Sussuapara, fica a aproximadamente 15 km do centro de Ponte Alta.

A água que desce por uma fenda de cerca de 12mts constantemente, forma uma espécie de cortina em meio á vegetação.

Ao fundo forma-se uma pequena piscina natural de água cristalina, o que é predominante em todo o lugar.

Nosso guia contou que no passado o poço de água tinha mais de 20mts e os moradores inclusive costumava saltar de cima das pedras.

A trilha até o cânion é bem rapidinha, os carros param bem próximo e é super tranquilo pra chegar.

Fazenda Tri-Agro

Saindo do Cânion Sussuapara partimos para a fazenda Tri-Agro, cerca de 90 km de estrada.

A Fazenda Tri-Agro já foi uma pousada no passado, mas atualmente está abandonada.

Fizemos uma parada na fazenda para um lanche bem reforçado, já que de acordo com o roteiro, nesse dia não teríamos almoço.

Após o lanche seguimos para a Cachoeira da Velha, nossa próxima parada.

Cachoeira da Velha

De acordo com a lenda a Cachoeira da Velha tem esse nome devido á uma velha que cuidava do local.

A lenda diz ainda que, após sua morte, a velha ainda aparece de vez em quando para os visitantes.

Bom, não fiquei por lá pra conferir a história, mas sem dúvida o lugar e a Cachoeira são lindos demais.

Formada pelo Rio Novo é a maior cachoeira do Parque, com grande volume de água e muito cristalina.

São duas quedas de água em formato de ferradura com cerca de 100m de largura e 15 de queda livre.

É possível observar as quedas de uma passarela e um mirante, mas por medida de segurança não é permitido nadar na cachoeira.

Para quem gosta de esportes radicais, uma equipe especializada em Rafting oferece a atividade.

O valor é cobrado a parte do pacote (R$ 200,00 por pessoa).

Prainha do Rio Novo

Como não é permitido nadar na cachoeira, descemos um pouco mais e chegamos em um local mais tranquilo, a Prainha do Rio Novo.

A água é um pouquinho gelada, mas uma delícia para refrescar e aproveitar a água cristalina do Rio.

Dunas do Jalapão

Saindo da Cachoeira da Velha e após 80 km mais ou menos chegamos nas Dunas.

Mais um cartão postal do Jalapão e um lugar muito especial.

As Dunas do Jalapão são originadas a partir da erosão da Serra do Espirito Santo.

Variam de 200 a 400mts e o efeito dos raios solares formam um tom alaranjado lindo que depois que conhecemos, fica difícil esquecer.

Conta-se que a milhares de anos o lugar já foi o fundo de um oceano, fato comprovado pelos objetos já encontrados ali.

E finalizamos o roteiro do dia com mais um espetáculo do Jalapão: o pôr-do-sol nas Dunas.

A hospedagem nesse dia e no dia seguinte foi em Mateiros na pousada Buritis do Jalapão.

4. Dia – Mateiros

Cachoeira do Formiga

Nossa primeira parada do dia foi uma das minhas preferidas e com certeza um dos atrativos mais lindos do Jalapão (na minha opinião).

A Cachoeira do Formiga, o nome é devido ao rio que forma a cachoeira o Rio Formiga.

Fica a 30 km de Mateiros, dentro da Comunidade Mombuca.

A água da cachoeira tem um tom verde esmeralda que me lembrou muito a cachoeira Santa Barbara em Cavalcante – GO (também uma de minhas preferidas na Chapada do veadeiros, veja o post aqui).

É tão transparente que mesmo nos lugares mais fundos é possível ver a areia branquinha e fina que predomina ali.

O cenário é emoldurado pela vegetação da Mata Atlântica com uma fauna e flora riquíssima.

Como fica em propriedade particular a entrada é cobrada e existe com controle de visitação.

O melhor horário para a visita é pela manhã, quando o sol ilumina a piscina formada e deixa ainda mais especial o lugar.

Os Fervedouros

Uma das grandes estrelas dentro da diversidade de atrativos do Jalapão, são os fervedouros.

Mas apesar do nome, eles não fervem!

Na verdade a razão de serem chamados de fervedouros é que a água que nasce do fundo das piscinas naturais brotam com tanta força que é impossível afundar.

Como a pressão é bem grande, acaba aumentando a densidade da água (semelhante ao mar morto, mas sem sal) e por isso flutuamos.

A maioria dos fervedouros ficam dentro de propriedades privadas e por isso existe uma taxa que varia de R$ 15,00 a R$ 30,00 para visitação.

Existem diversos fervedouros no Jalapão, e nessa expedição conhecemos alguns dos principais.

Outra informação importante:

Para garantir a preservação dos fervedouros, não é permitido usar protetor solar, repelente ou qualquer outro tipo de produto no corpo.

Fervedouro do Salto

Fervedouro Buriti

Fervedouro do Ceiça

O Fervedouro do Ceiça foi o primeiro a ser descoberto.

Era utilizado como fonte de água para o consumo e um dia ao limpar a “fonte” perceberam que tinha algo diferente vindo do fundo.

Como ele ficava dentro de uma plantação de bananeira e isso deixava ainda mais bonito o local, todos os outros fervedouros que foram sendo descobertos depois seguiram o padrão de plantar bananeiras ao redor.

É por isso que a maioria dos fervedouros que visitamos tem essa vegetação próxima.

Ceiça – 1. Fervedouro do Jalapão

5. dia – São Felix do Tocantins

Antes de começar o nosso roteiro nesse dia, optamos em fazer uma atividade extra: Nascer do Sol na Serra do Espirito Santo.

A atividade é opcional, não está inclusa no pacote (valor de R$150,00 por pessoa).

A Melhor decisão da viagem – a subida da Serra

Eu confesso que acordar as 3h da manhã não me agrada muito, ainda mais no friozinho da madrugada do Jalapão.

Mas após avaliar as informações fornecidas pelos nossos guias Raiffe e Reginaldo, acabei fechando o passeio.

Acordamos as 3h da manhã para sair as 3h30, são aproximadamente 30m de carro até o pé da Serra onde tem o inicio da trilha.

Antes do inicio da caminhada fizemos um lanche rápido, abastecemos as mochilas com água e partimos para a subida.

São 800mts, mas não é uma subida rápida, em meio ás pedras.

Caso se anime em fazer a trilha, não esqueça de usar roupas e tenis confortável.

Importante levar também lanterna, ou usar os celulares, como fizemos, porque ainda está bastante escuro.

Nosso grupo demorou 41 minutos para a subida, um tempo bom de acordo com nosso guia.

4h41 estavámos no alto da Serra, já posicionados para ver o nascer do Sol . Mais uma experiência inesquecível que valeu cada passo naquela subida.

Na descida também outro visual lindo.

Voltando para a pousada, tomamos café e nos juntamos ao grupo para dar inicio ao 5. dia de expedição.

Fervedouro Encontro dos Rios

A primeira atração do dia foi o Fervedouro Encontro dos Rios.

Antes passamos pela comunidade Mombuca onde quem quiser pode adquirir os produtos locais (artesanatos em capim dourado, doces e sorvetes).

Para chegar ao Fervedouro atravessamos o Rio Sono.

O Rio do Sono é o maior rio localizado totalmente no Estado do Tocantins.

Ele nasce nas Serras de Mateiros e passa pelos municípios de São Félix do Tocantins, Novo Acordo e Ponte Alta do Tocantins.

Rio Sono

Fervedouro Sem limites

A empresa responsável por todo nosso roteiro, tem uma atração particular que é o Fervedouro Sem limites.

Além do Fervedouro, também almoçamos lá e fizemos o passeio de boia-cross, uma delícia.

Fervedouro Buritizinho

Um dos meus preferidos, pequeno, mas com aquela água no tom de azul que te conquista.

Saindo do Fervedouro Buritizinho, partimos para São Felix do Tocantis nossa última cidade antes de retornar á Palmas.

Fervedouro Bela Vista

O Fervedouro Bela Vista tem a fama de ser o mais lindo do Jalapão e está localizado em São Felix do Tocantins.

Eu sendo bem sincera tive alguns preferidos nessa viagem… mas o Bela Vista realmente encanta pela sua beleza e tamanho.

No Fervedouro Bela Vista fizemos a visitação noturna, uma outra experiência.

Visitação Noturna – Fervedouro Bela Vista

6. dia – São Felix do Tocantins

Nosso último dia no Jalapão! Quanta experiência, uma diversidade de belezas naturais realmente impressionante.

A ficha ainda não tinha caído, último dia no Paraíso!

Voltamos no Fervedouro Bela Vista, agora durante o dia para a nossa visita oficial.

Conseguimos uma alteração no roteiro para visitar mais um fervedouro.

Fervedouro do Alecrim

Nossa despedida dos fervedouros do Jalapão em grande estilo.

Cada fervedouro dentro das suas características oferece uma experiência diferente por isso vale a pena conhecer cada um deles!

Hora de voltar pra Palmas

Voltamos para almoçar na pousada já com as malas preparadas para fazer o caminho de volta para Palmas.

No caminho passamos por mais um ponto para fotos.

A Serra da Catedral

Uma formação rochosa que lembra a forma de uma Catedral, uma parada rápida para fotos e seguimos para retornar a Capital.

E aqui terminava nossa expedição cada um retornando ao seu hotel, acomodação, aeroporto, rodoviária.

Até a próxima Jalapão!

Na última noite em Palmas aproveitamos o happy hour na praia da Graciosa.

7. dia – Palmas

Último dia no Tocantins!

Que viagem, que experiência!

Meu voo para São Paulo era as 12h então acordei, tomei um delicioso café e parti para o Aeroporto.

Mas você também pode aproveitar esse último dia fazendo um passeio por Palmas.

E esse foi o final de mais uma viagem mara, que se iniciou com um grupo de 11 pessoas desconhecidas e após tantos momentos mágicos já havia se tornado um grupo diferente, de amigos.

Viagens transformam pessoas em todos os sentidos, trazendo experiências, culturas e nos enriquecendo um pouco mais a cada destino.

Percebemos a cada nova descoberta que o que levamos para sempre são esses momentos e que isso ninguém pode tirar de nós.

Agradeço aqui a todos que estiveram comigo em mais essa aventura.

Aos novos amigos, principalmente a Cris que me aguentou um pouquinho mais (minha fotógrafa oficial), Jamil, Fabi, Thais, Rafa, JP, Idi, Iza, Lucas e a super Dona Val, nosso exemplo para continuar firme nas trips!

Vai meu muito obrigada também a nossos guias que foram super profissionais e atenciosos Reginaldo e Raiffe e a Jalapão 100 limites.

Melhor grupo ! (Li, JP, Idi, D.Val, Fabi, Thais, Cris, Iza, Reginaldo, Lucas, Rafa, Jamil e Raiffe).

Agora quero saber de você, o que achou deste post?

Então, deixe aqui seu comentário e me conta se já conhece ou ficou com vontade de conhecer mais esse mega destino do nosso lindo Brasil.

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Até o próximo post!

See you.

Adm. de empresas e pós-graduada em gestão de pessoas, após vários anos trabalhando na area adm/financeira, hoje é editora do blog viajando nas delicias da vida e sócia da agencia Elegância Trips. Ama viajar, conhecer novos destinos e escreve no Blog sobre suas viagens, dicas, próximos destinos, shows e demais delicias que a vida pode oferecer.

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