Roteiro de 10 Dias no Sul da Itália
Índice do Conteúdo
- 1. Roteiro de 10 dias no Sul da Itália: Sicília, Ilhas Eólias, Calábria, Roma e Vaticano
- 1.1. Vale a pena conhecer o sul da Itália?
- 1.2. Como organizei este roteiro de 10 dias pelo sul da Itália
- 1.3. Dia 1: O que fazer em Catania
- 1.4. Dia 2: O que fazer em Taormina
- 1.5. Dia 3: Lipari
- 1.6. Dia 4: Passeio pelas Ilhas Eólias
- 1.7. Dia 5: Parghelia
- 1.8. Dias 6 e 7: Tropea, o Caribe da Itália
- 1.9. Dias 8 e 9: Roma, o encerramento perfeito
- 1.10. Dia 10: Vaticano
- 1.11. Quanto custa fazer esse roteiro de 10 dias no sul da Itália?
- 1.12. FAQ: dúvidas frequentes sobre o sul da Itália
Roteiro de 10 dias no Sul da Itália: Sicília, Ilhas Eólias, Calábria, Roma e Vaticano

Durante muitos anos, quando pensava na Itália, minha mente viajava automaticamente para Roma, Florença e Veneza.
Mas depois de morar na Europa por alguns anos, passei a me interessar cada vez mais por destinos menos diferentes, aqueles lugares que aparecem menos nos roteiros tradicionais, mas que oferecem experiências autênticas, paisagens surpreendentes e um contato mais próximo com a cultura local.
Foi assim que nasceu esse roteiro de 10 dias pelo sul da Itália. Uma viagem que começou na Sicília, passou por ilhas vulcânicas no Mediterrâneo, revelou algumas das praias mais bonitas que já visitei na Calábria e terminou entre os monumentos históricos de Roma e do Vaticano.
Ao longo desses dias conheci Catania, Taormina, Lipari, fiz um passeio pelas incríveis Ilhas Eólias, utilizei Parghelia como base para explorar Tropea e encerrei tudo na capital italiana.
O resultado foi uma combinação perfeita entre cultura, história, gastronomia, praias paradisíacas e experiências que ainda aparecem pouco nos roteiros mais populares entre brasileiros.
Se você procura uma Itália diferente, este roteiro pode ser exatamente a inspiração que faltava para sua próxima viagem.
Vale a pena conhecer o sul da Itália?
Na minha opinião, sim. E muito.
O sul da Itália tem uma atmosfera bastante diferente das regiões mais visitadas do país. Os preços costumam ser mais acessíveis, o ritmo é menos acelerado e a sensação de descoberta é muito maior.
Durante esses 10 dias tive a impressão de conhecer várias Itálias diferentes em uma única viagem.
Em poucos dias passei de uma grande cidade siciliana aos pés de um vulcão ativo para ilhas vulcânicas cercadas por um mar cristalino.
Depois explorei praias que facilmente poderiam estar entre as mais bonitas da Europa e terminei caminhando por alguns dos monumentos mais importantes da história ocidental.
Foi uma daquelas viagens que conseguem equilibrar perfeitamente descanso e exploração.
Como organizei este roteiro de 10 dias pelo sul da Itália
O roteiro foi distribuído da seguinte forma:
Dia 1: Catania
Dia 2: Taormina
Dia 3: Lipari
Dia 4: Passeio pelas Ilhas Eólias
Dia 5: Parghelia
Dias 6 e 7: Tropea
Dias 8 e 9: Roma
Dia 10: Vaticano
Para os deslocamentos utilizei uma combinação de trem, ferry e transporte terrestre.
Entre Catania e Taormina utilizei transporte regional. Para chegar às Ilhas Eólias fiz a travessia de ferry, que já vale o passeio pelas vistas do Mediterrâneo. Depois segui para a Calábria e utilizei Parghelia como base para conhecer Tropea. O roteiro terminou em Roma e Vaticano, onde chegamos de trem, encerrando a viagem com uma combinação perfeita entre história, arte, cultura e gastronomia.
Uma dica importante é reservar hospedagens e transportes com antecedência, principalmente entre maio e setembro, quando a demanda aumenta bastante.
Dia 1: O que fazer em Catania
Minha primeira parada foi Catania, na costa leste da Sicília.
Muitas pessoas utilizam a cidade apenas como porta de entrada para a ilha, mas acredito que ela merece mais atenção.
Logo na chegada é impossível não notar a presença do Monte Etna. O vulcão domina completamente a paisagem e cria um cenário muito diferente de qualquer outra cidade italiana que já visitei.
O centro histórico de Catania é marcado pelas construções em pedra vulcânica escura, resultado das inúmeras erupções que moldaram a região ao longo dos séculos.
Esse detalhe dá à cidade uma identidade muito própria.
Entre os lugares que mais gostei estão:
Piazza del Duomo
Catedral de Santa Ágata
Mercado de Peixes de Catania
Via Etnea
Mas o que mais gostei em Catania foi justamente sua autenticidade.
Enquanto algumas cidades italianas parecem totalmente adaptadas ao turismo, Catania transmite a sensação de vida real. Os cafés estão cheios de moradores locais, os mercados funcionam em ritmo intenso e existe uma energia caótica e vibrante que contagia.
Uma das formas que encontrei para vivenciar essa autenticidade foi através da gastronomia. Aproveitei para experimentar alguns pratos típicos da Sicília, como os famosos arancini e os cannoli sicilianos, que rapidamente se tornaram um dos meus doces favoritos da viagem.
Onde ficar em Catania
Para quem deseja explorar a cidade a pé, recomendo procurar hospedagem próxima à Piazza del Duomo ou à Via Etnea. Essa foi a região que escolhemos e funcionou muito bem.
Dia 2: O que fazer em Taormina
Se Catania representa a autenticidade siciliana, Taormina representa sua versão mais elegante.
Localizada sobre uma colina com vista para o Mar Jônico, Taormina é frequentemente considerada uma das cidades mais bonitas da Itália, confesso que ainda não tinha visto muitas fotos da cidade antes da viagem e por isso Taormina me surpreendeu muito, com uma sensação constante de estar diante de um cenário de cartão-postal.
Cada rua revela um novo mirante e caminhar pelo centro histórico é encontrar em cada esquina um lugar especial e fofo, fora as incríveis vista para o mar.
Em muitos pontos é possível observar ao mesmo tempo o Monte Etna e a costa siciliana, sei falar na subida que ainda pode ser de teleferico.
Teatro Grego de Taormina
O Teatro Grego foi, é um dos lugares mais visitados em Taormina, a combinação entre as ruínas históricas, o Monte Etna ao fundo e o mar completando a paisagem cria um cenário unico e por isso, mesmo para quem normalmente não visita muitos sítios arqueológicos, considero uma parada obrigatória.
Isola Bella
Outro grande destaque foi a famosa praia de Isola Bella.
O contraste entre as águas cristalinas e a vegetação ao redor cria um dos cartões-postais mais famosos da Sicília, já que dependendo da incidência do sol, a água assume diferentes tons de azul e verde que parecem quase irreais.
No final da tarde, uma das coisas que mais gostei foi sentar em um café do centro histórico e simplesmente observar o movimento. Taormina tem uma atmosfera elegante, mas ao mesmo tempo acolhedora, que convida a desacelerar.
Onde ficar em Taormina
Se você pretende passar uma noite na cidade, o centro histórico é a melhor escolha, eu não fiquei, mas acho que seria uma ótima pedida.
Apesar dos preços normalmente mais altos, a localização compensa pela praticidade e pelo charme de aproveitar a cidade depois que os grupos de turistas vão embora.
Ah também não deixe de provar a granita com pão super tradicional por lá!
Dia 3: Lipari
Lipari foi um dos lugares que mais me surpreendeu na viagem.
A maior das Ilhas Eólias consegue reunir paisagens incríveis, boa estrutura turística e uma atmosfera muito mais tranquila do que vários destinos famosos da Itália.
A chegada já é especial, a medida que o ferry se aproxima do porto, surgem montanhas vulcânicas, casinhas coloridas e um mar com diferentes tonalidades de azul.
Lipari tem aquele equilíbrio difícil de encontrar entre movimento e tranquilidade, há restaurantes, lojinhas e vida suficiente para não parecer isolada, mas ao mesmo tempo existe um ritmo relaxado que convida a desacelerar.
O que mais me surpreendeu foi a cor da água ao redor da ilha, e como Lipari ainda aparece pouco nos roteiros brasileiros, existe também aquela agradável sensação de descoberta.
Outro detalhe que gostei muito foi caminhar pelo centro histórico no final da tarde.
Vale a pena dormir em Lipari?
Sem dúvidas, muitas pessoas visitam as Ilhas Eólias em um bate-volta, mas passar ao menos uma noite em Lipari transforma completamente a experiência.
Você consegue conhecer a ilha com mais calma e aproveitar o clima local sem pressa.
Onde ficar em Lipari
A melhor região é próxima ao porto principal e ao centro histórico.
Isso facilita tanto os passeios de barco quanto o acesso aos restaurantes e cafés.
Dia 4: Passeio pelas Ilhas Eólias
Se existe uma experiência que eu recomendaria para qualquer pessoa que visite essa região da Itália, seria o passeio pelas Ilhas Eólias.
Esse foi facilmente um dos meus momentos favoritos da viagem.
Ao longo do dia o barco percorre diferentes ilhas do arquipélago, cada uma com características muito distintas. Algumas impressionam pelas formações vulcânicas, outras chamam atenção pelas pequenas vilas coloridas e há também aquelas onde a atividade vulcânica continua visível.
Aliás tem até Vulcão em atividade incluída no passeio, contei um pouco como foi essa experiencia aqui.
Entre todas as experiências do roteiro, esse foi provavelmente o passeio que mais me fez sentir a força da natureza, ver de perto as formações vulcânicas, as falésias moldadas ao longo de milhares de anos e as pequenas ilhas espalhadas pelo Mediterrâneo foi algo completamente diferente de tudo o que eu havia visto anteriormente na Itália.
O que mais me marcou foi justamente a mudança constante das paisagens, em poucos minutos passávamos por enormes paredões rochosos, enseadas escondidas e águas transparentes que variavam entre azul-turquesa e verde-esmeralda.
Foi um daqueles passeios que justificam uma viagem inteira, eu reservei pela Get your guide e super recomendo, clique aqui e reserve também o seu passeio.
Dia 5: Parghelia
Depois da Sicília segui para a região da Calábria. Minha hospedagem ficou em Parghelia, uma pequena cidade vizinha de Tropea.
Na prática, utilizei o destino apenas como base para explorar a região, já que encontrei uma excelente opção de hospedagem, mas para quem não está de carro e pretende focar em Tropea, na minha opinião vale mais a pena ficar hospedado diretamente lá.
Ainda assim, Parghelia se mostrou uma alternativa tranquila e estratégica para explorar a costa calabresa.
Dias 6 e 7: Tropea, o Caribe da Itália

Tropea é considerada um dos destinos de praia mais bonitos da Itália e, sinceramente, essa fama é totalmente justificada.
Construída sobre falésias impressionantes, a cidade oferece vistas panorâmicas espetaculares para o Mar Tirreno, e confesso que quando cheguei no primeiro mirante me perdi no azul do mar que vi.
Outro atrativo da cidade é sem dúvida o centro histórico, que é formado por ruas estreitas, edifícios antigos, restaurantes charmosos e diversos mirantes naturais.
Então em Tropea, eu destacaria:
O Centro histórico de Tropea
Praia de Tropea
Santuário de Santa Maria dell’Isola
Mirantes da costa calabresa
E gente, o pôr do sol visto dali foi um dos mais bonitos que assisti durante toda a viagem.
Além das praias, gostei muito da atmosfera do centro histórico porque Tropea consegue equilibrar movimento turístico e autenticidade local de uma forma que vi em poucos lugares que visitei.
É o tipo de lugar onde você sai para caminhar sem rumo e acaba passando horas explorando as ruas e observando as vistas, porque com certeza se perder por suas ruelas é muito fácil e agradável.
Tropea vale a pena?
Sem dúvidas, voltaria e espero que volto muitas vezes!
E ainda complemento: Para quem gosta de combinar praias incríveis, boa gastronomia e cidades históricas, Tropea merece um lugar de destaque em qualquer roteiro pelo sul da Itália.
Dias 8 e 9: Roma, o encerramento perfeito
Depois de tantos dias entre praias, ilhas e pequenas cidades do sul italiano, chegou o momento de conhecer Roma, era minha primeira vez na cidade e como não poderia deixar de ser, a expectativa estava altíssima, afinal estamos falando de Roma!
A sensação ao chegar foi quase como mudar de país novamente, porque Roma tem uma energia completamente diferente e parece que a história está presente em cada esquina.
Entre os lugares que visitei estão:
Coliseu
Fontana di Trevi
Panteão
Fórum Romano
Piazza Navona
Castelo Sant’Angelo
Vaticano
Como era minha primeira visita, tentei equilibrar os pontos turísticos mais famosos com caminhadas sem roteiro definido e foi justamente nesses momentos que Roma mais me surpreendeu.
Muitas vezes o caminho entre uma atração e outra acabou sendo tão interessante quanto os próprios monumentos, pequenas praças, igrejas históricas, fontes escondidas e ruas movimentadas tornaram o roteiro mais leve e sem muitos horarios.
Claro que somente em dois dias, tive que acelerar um pouco o ritmo, mas Roma impressiona demais pelos monumentos, mas sem dúvidas, conquista pelos detalhes.
Dia 10: Vaticano
Reservei o último dia da viagem para conhecer o Vaticano. Apesar de ser o menor país do mundo, a experiência merece praticamente um dia inteiro.
A Praça de São Pedro impressiona logo na chegada pela grandiosidade e pela atmosfera única e na minha opinião mesmo para quem não possui motivação religiosa, é impossível não reconhecer sua importância histórica e cultural.
Isso sem falar na Basílica de São Pedro e na sua grandiosidade, visitada por tantas pessoas todos os dias. A riqueza dos detalhes, as obras de arte e toda a atmosfera que nos envolve, torna a visita ainda mais especial.
Encerrar a viagem no Vaticano acabou sendo uma forma simbólica de concluir um roteiro que passou por algumas das paisagens mais bonitas e históricas da Itália e também a forma perfeita de agradecer a tudo que tive a oportunidade de viver durante essa viagem.
Quanto custa fazer esse roteiro de 10 dias no sul da Itália?
O custo da viagem varia bastante conforme a época do ano e o padrão de hospedagem escolhido.
De forma geral, eu consideraria:
Hospedagem econômica: €70 a €120 por noite
Hospedagem intermediária: €120 a €250 por noite
Refeições: €15 a €40 por pessoa
Passeios nas Ilhas Eólias: €40 a €100
Ferries: valores variáveis conforme o trajeto
Trens: dependem da antecedência da compra
Viajar durante a baixa temporada pode gerar uma economia significativa.
Melhor época para fazer esse roteiro
Na minha opinião, os melhores meses são:
Maio
Junho
Setembro
Outubro
Nesses períodos as temperaturas são agradáveis, os destinos estão menos lotados e os preços tendem a ser mais atrativos. Julho e agosto oferecem clima perfeito para praia, mas representam também os meses mais cheios e mais caros do ano.
Dicas que eu gostaria de ter recebido antes dessa viagem
- Reserve os ferries para as Ilhas Eólias com antecedência durante o verão.
- Leve calçados confortáveis, especialmente para Roma e Taormina.
- Se puder, passe pelo menos uma noite em Taormmina ao invés de fazer apenas um bate-volta.
- Tenha flexibilidade no roteiro para aproveitar praias e mirantes sem pressa.
- Viajar em maio, junho, setembro ou outubro oferece um excelente equilíbrio entre clima e movimento.
Vale a pena fazer esse roteiro de 10 dias no sul da Itália?
Sem nenhuma dúvida.
Foi uma viagem que conseguiu reunir praticamente tudo o que eu procuro em um destino: cidades históricas, paisagens naturais, experiências autênticas, gastronomia local e lugares que ainda aparecem pouco nos roteiros mais tradicionais.
Catania mostrou uma Sicília vibrante e genuína, Taormina impressionou com suas vistas cinematográficas, Lipari e as Ilhas Eólias entregaram algumas das paisagens mais bonitas de toda a viagem.
Tropea revelou um mar de tonalidades impressionantes e um dos centros históricos mais agradáveis que visitei na Itália, Roma trouxe toda a grandiosidade histórica que eu imaginava e o Vaticano encerrou o roteiro da forma perfeita.
Se você está procurando uma Itália diferente, com menos multidões (com exceção de Roma, que realmente é inevitavel0 e cheia de paisagens surpreendentes, esse roteiro pelo sul do país pode ser uma das melhores escolhas que você fará.
FAQ: dúvidas frequentes sobre o sul da Itália
Quantos dias são necessários para conhecer o sul da Itália?
Para combinar destinos como Sicília, Ilhas Eólias, Tropea, Roma e Vaticano, considero que 10 a 14 dias seja um período ideal.
As Ilhas Eólias valem a pena?
Sim. Foram um dos grandes destaques da minha viagem e oferecem algumas das paisagens mais impressionantes do Mediterrâneo.
Tropea é realmente bonita?
Eu diria, mais que bonita, maravilhosa. Sinceramente, é uma das praias mais bonitas que já visitei. Além do mar cristalino, a cidade possui um centro histórico encantador construído sobre falésias.
Qual foi o lugar mais surpreendente do roteiro?
Para mim, Lipari foi uma das surpresas da viagem. A ilha combina paisagens incríveis, tranquilidade, boa estrutura turística e uma sensação de descoberta que nem sempre encontramos nos destinos mais famosos da Itália.
Mas o lugar que mais me surpreendeu e sem dúvida ganhou meu coração foi Tropea.
E você o que achou desse roteiro? comenta aqui se na sua opiniao faltou mais algum lugar e não deixe de conferir também meu roteiro pela Albânia neste post e outros aqui no Blog.
Li Souza
Administradora de Empresas, pós-graduada em Gestão de Pessoas e profissional com ampla experiência nas áreas administrativa e financeira. Mulher 40+, apaixonada por viagens e novas experiências, criei o Viajando nas Delícias da Vida para compartilhar destinos, descobertas e inspirações. Afinal, acredito que nunca é tarde para conhecer o mundo, reinventar-se e viver novas histórias.
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